TPM – Tensão Pré Menstrual

A maioria das mulheres em idade reprodutiva já teve algum sintoma do período pré menstrual. A TPM ou Tensão Pré Menstrual inclui tanto sinais físicos quanto emocionais que podem ser referidos pelas mulheres nos dias que antecedem a menstruação. Esses sintomas, geralmente, diminuem ou desaparecem logo que o sangramento se inicia.

A Disforia Pré Menstrual é uma forma mais intensa da TPM e acomete de 3 a 6% das mulheres. Esse quadro mais grave pode interferir nas atividades cotidianas das mulheres e dificultar as interações com outras pessoas. As mulheres que sofrem ou sofreram de Depressão são mais propensas à ocorrência de Disforia Pré Menstrual.

Quais são os sinais e sintomas da TPM e da Disforia Pré Menstrual?

As duas são semelhantes quanto aos sintomas; a intensidade deles é maior na Disforia.

Os sinais físicos incluem fadiga e dificuldades com o sono, que pode variar desde o aumento do sono até a dificuldade para dormir. Podem ser referidas dores musculares e articulares, dores de cabeça e aumento e desconforto das mamas. Pode haver aumento temporário do peso, com inchaço, alteração do apetite, com episódios de compulsão, além de poder haver obstipação ou diarreia.

Os sintomas pré menstruais incluem problemas emocionais, como tensão, ansiedade, depressão, raiva, irritabilidade e angústia ou tristeza. As mulheres podem passar por momentos de variações abruptas do humor e crises de choro. Pode haver dificuldade de concentração e algumas preferem ficar sozinhas, afastando-se da família ou de amigos.

Naquelas com sintomas mais intensos (caso da Disforia), podem ser descritos: depressão, ansiedade extrema, irritabilidade intensa, opressão ou perda de controle. Podem ocorrer pensamentos suicidas, perda completa de interesse em atividades normais e desejo de se afastar de todas as pessoas.

O que causa a TPM ou Disforia Pré Menstrual?

Não há um conhecimento completo das alterações que levam aos quadros mais intensos de Disforia. As alterações hormonais certamente estão envolvidas nas causas, assim como alterações nos neurotransmissores no cérebro. Algumas mulheres podem ter um fator de risco geneticamente determinado. Mulheres com quadros de depressão ou ansiedade não tratados estão mais propensas à ocorrência dos quadros mais intensos.

Qual é o tratamento da TPM ou Disforia Pré Menstrual?

O tratamento pode incluir medicamentos, mas deve sempre englobar mudanças no estilo de vida. Os sintomas podem ser reduzidos através de refeições mais frequentes e em menor quantidade, com menor teor de sal e mais ricas em frutas, vegetais e grãos integrais. As proteínas magras também podem ajudar. Alguns suplementos alimentares com cálcio, vitamina D, vitamina E, vitamina B6 e magnésio também parecem ser benéficos.

Embora haja redução da vontade de fazer exercícios físicos nessa fase, eles devem ser estimulados, porque ajudam a reduzir os sintomas da TPM. O ideal seria manter uma média de 30 minutos por dia, 5 dias por semana. As técnicas de redução e controle do estresse, como meditação, Yoga, Tai Chi Chuan, hábitos de sono saudáveis e a redução no consumo de cafeína também aliviam os sintomas.

As medicações para a TPM incluem diuréticos, analgésicos e anti inflamatórios, anticoncepcional oral (pílula). Em casos mais graves, podem ser consideradas drogas para a ansiedade, antidepressivos e outras medicações para o ciclo menstrual.

A maioria das mulheres sente alguns dos sintomas de TPM. Mas se o quadro estiver muito intenso, chegando a atrapalhar as atividades diárias e o convívio com outras pessoas, a mulher deve conversar com seu médico sobre o melhor tratamento para aliviar os sintomas.

Temporariamente Possuída pelo Monstro

Temporariamente Possuída pelo Monstro

Hormônios e Câncer

Os hormônios regulam algumas das funções mais importantes do corpo, como o metabolismo e o desenvolvimento sexual. Quando a regulação não está adequada, podem surgir efeitos nocivos ao corpo que, em alguns casos, pode levar a alguns tipos de câncer.

1. Câncer de Tireóide

Os casos de câncer de Tireóide podem estar ligados a problemas diretamente na Tireóide ou na Hipófise (ou Pituitária). O principal hormônio estimulador do crescimento da Tireóide é o TSH.

De cada 3 casos diagnosticados de câncer de Tireóide, 2 deles aparecem em pessoas com menos de 55 anos. Cerca de 2% dos casos são em crianças e adolescentes.

2. Câncer de Mama

As glândulas que podem estar associadas ao aparecimento do câncer de Mama são os Ovários.

Os ovários produzem Estrógeno e Progesterona, que causam proliferação do tecido mamário.

O câncer de Mama é o tipo de câncer mais comum em mulheres nos Estados Unidos, independente da raça.

3. Câncer de Próstata

As glândulas associadas ao câncer de Próstata são a própria Próstata e os Testículos. O crescimento da Próstata e o desenvolvimento de tumores podem ser estimulados pela Testosterona e por outros Andróginos (hormônios com ações próximas às da Testosterona).

Nos Estados Unidos, em 2014, houve 233.000 novos casos de câncer de Próstata, fazendo dele a maior causa de novos casos de câncer em homens.

4. Câncer Ósseo (Osteossarcoma)

Seu crescimento é favorecido pelo Hormônio de Crescimento, produzido pela Hipófise. Como consequência, a maioria dos casos ocorre em pessoas entre 10 e 30 anos de vida, sendo os adolescentes os mais afetados. Cerca de 10% de todos os casos de Osteossarcoma ocorre em pessoas com mais de 60 anos.

5. Câncer de Ovário

Da mesma forma que o câncer de Mama, o crescimento do câncer de Ovário também está relacionado ao Estrógeno e à Progesterona, produzidos pelos próprios ovários.

Cerca de 90% das mulheres com diagnóstico de câncer de Ovário têm mais de 40 anos, com a maioria dos casos acometendo mulheres acima dos 60 anos.

Como ajudar a prevenir?

  • Comer uma dieta saudável, com muitas frutas e vegetais, como a Dieta Mediterrânea
  • Não fumar
  • Manter um peso saudável
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas; se for consumir, fazer com moderação
  • Manter uma vida ativa, com práticas regulares de exercícios
  • Usar protetor solar quando for se expor ao sol intenso por muito tempo
  • Conhecer sua história familiar de câncer e seus fatores de risco para o desenvolvimento de câncer
  • Fazer as avaliações periódicas recomendadas por seu médico

Diabetes tipo 2

O que é diabetes tipo 2?

O Diabetes Tipo 2 é uma doença que atrapalha a forma como o corpo utiliza o açúcar.

Todas as células no nosso corpo necessitam de açúcar para um funcionamento adequado. O açúcar entra nas células com a ajuda de um hormônio chamado insulina. Se não houver insulina em quantidades adequadas ou se o corpo parar de responder à insulina, o nível do açúcar no sangue (glicemia) aumenta. É isso o que acontece com os diabéticos.

Há dois tipos diferentes de diabetes. No diabetes tipo 1, o problema aparece porque o pâncreas não produz mais a quantidade de insulina que o corpo precisa para manter a glicemia normal. No diabetes tipo 2, os problemas podem ser:

  • as células do corpo não respondem à insulina
  • o pâncreas não produz mais a quantidade de insulina que o corpo precisa
  • ambos

Quais são os sintomas do diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2, com muita frequência, não apresenta sintomas.

Quando aparecem sintomas, eles podem ser:

  • necessidade de urinar mais vezes durante o dia e à noite
  • sede intensa
  • embaçamento da visão

Se o diabetes tipo 2 não causa sintomas, por que se preocupar com ele?

Ao longo do tempo, se o diabetes não for diagnosticado e tratado, os problemas das complicações do diabetes aparecem. Pode haver:

  • Infarto do coração
  • Derrame
  • Problemas renais
  • Problemas da visão, ou, até mesmo, cegueira
  • Dores nas mãos ou nos pés
  • Perda sensibilidade nas mãos ou nos pés
  • Aumento do risco de amputação de dedos das mãos ou dos pés

Como saber se alguém tem diabetes?

Pode-se fazer um exame para verificar a quantidade de açúcar no sangue.

Como o diabetes tipo 2 deve ser tratado?

Há medicamentos que ajudam a controlar a glicemia. Há alguns que estimulam o pâncreas a fabricar mais insulina e outros que ajudam a insulina a funcionar melhor. Algumas pessoas precisam da aplicação de insulina.

Em alguns casos, as pessoas com diabetes tipo 2 podem precisar de outros remédios que reduzem os problemas secundários ao diabetes. Como exemplo, alguns medicamentos para reduzir a pressão ajudam a reduzir as chances de infarto do miocárdio e de AVC (derrame).

O cuidado dos pacientes diabéticos não é feito apenas com os medicamentos. Os portadores de diabetes devem fazer atividade física, perder peso, comer de forma correta, não fumar; todas essas medidas ajudarão no cuidado geral, no controle do diabetes e na prevenção das complicações tardias, mantendo os diabéticos mais saudáveis.

Pode-se prevenir o diabetes tipo 2?

Sim. Para reduzir as chances de diabetes tipo 2, a coisa mais importante é o controle do peso. Para quem já é diabético, perder peso ajuda a controlar o controle do diabetes e melhorar a saúde.

Praticar atividade física regularmente também ajuda a evitar o diabetes tipo 2 e ajuda a controlar a doença.

Cálcio e Vitamina D

Por que cálcio e vitamina D são importantes para os ossos?

– Ajudam a manter os ossos fortes
– Previnem fraturas, especialmente dos ossos das vértebras
– Ajudam a manter os dentes saudáveis e fortes

O que pode acontecer se os ossos não estiverem saudáveis?

Quem não tem os ossos saudáveis, pode ter uma doença chamada Osteoporose. Essa doença pode levar os ossos a:
– Tornarem-se finos e fracos
– Quebrarem com maior facilidade – especialmente na coluna (vértebras), quadril, antebraços (próximo ao punho).

Podem ser indicados diferentes tratamentos para a osteoporose, inclusive alguns medicamentos. Mas também é importante incluir na dieta alimentos que sejam ricos em cálcio e vitamina D. Manter a ingestão adequada de cálcio e os níveis adequados de vitamina D é a primeira etapa para prevenir e tratar a osteoporose.

Que comidas e bebidas são ricos em cálcio e vitamina D?

Comidas e bebidas ricos em cálcio são:

– Leite, iogurte, queijo, cottage, sorvete e outros derivados do leite

– Vegetais verdes, como brócolis

– Algumas castanhas e cereais

– Alimentos com adição de cálcio, como sucos, cereais e alimentos com soja

 

Alimentos ricos em vitamina D:

– Leite, suco de laranja ou iogurte com adição de Vitamina D

– Salmão

– Atum enlatado

– Cereais com adição de Vitamina D

– Óleo de fígado de bacalhau

Mas a principal fonte de vitamina D é o SOL. Nosso corpo usa a luz do sol para produzir vitamina D.

O que são suplementos?

Suplementos são comprimidos, cápsulas ou líquidos que possuem nutrientes. É uma outra forma de obter cálcio e/ou vitamina D.

Como saber se há necessidade de usar suplementos?

As pessoas que não consomem a quantidade de cálcio ou de vitamina D na alimentação podem precisar de suplementos.

Converse sempre com seu médico sobre a necessidade do uso de suplementos, sobre a dose adequada e qual o melhor horário para ingeri-los.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns dos suplementos de cálcio?

– Obstipação (intestino preso) por redução dos movimentos dos intestinos.

– Dores de estômago

Pode-se reduzir os efeitos colaterais dividindo a dose do cálcio em uma de uma vez ao dia.

Os suplementos de cálcio podem favorecer a formação de cálculos renais em algumas pessoas.

Quanto de Vitamina D nosso corpo precisa por dia?

Isso depende, porque cada pessoa é diferente. Sempre consulte o seu médico para saber qual a dose mais adequada para você.

Síndrome Metabólica

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OMS confirma relação entre açúcar e obesidade e vai divulgar novas medidas – vida – saude – Estadão

OMS confirma relação entre açúcar e obesidade e vai divulgar novas medidas – vida – saude – Estadão.

viaOMS confirma relação entre açúcar e obesidade e vai divulgar novas medidas – vida – saude – Estadão.

 

GENEBRA – A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma a relação entre o consumo de açúcar e obesidade e vai divulgar, em julho, medidas que espera que governos adotem para reduzir a incidência do problema que já afeta 43 milhões de crianças de menos de 5 anos pelo mundo. O que mais impressiona a entidade é que 75% dessas crianças obesas ou fora do peso estão em países em desenvolvimento, um número que poderá aumentar de forma exponencial até 2020. O tema promete ser polêmico, já que nos últimos dez anos governos como o do Brasil e outros exportadores de açúcar fizeram de tudo para frear qualquer iniciativa da OMS em relação ao consumo de açúcar, alegando que essa não seria a forma de lidar com a obesidade.

Veja também:
link “Ele recusa fruta e prefere macarrão, nuggets e chocolate”, diz mãe

Em 2002, a entidade apresentou um primeiro estudo, sugerindo que seria benéfico a redução do consumo de açúcar, principalmente para as crianças. A recomendação era de que um limite de 10% fosse imposto no consumo de açúcar, no total de energia consumida em média por uma pessoa. A medida foi duramente atacada por lobbies de empresas do setor e contou com a ajuda do governo brasileiro. Diante da pressão, a OMS abandonou seu projeto por anos e passou a atacar a obesidade por outras dimensões.

Agora, a OMS quer usar uma estratégia científica para fazer avançar uma vez mais a agenda. Em dezembro de 2012, um primeiro artigo científico foi publicado em conjunto pela OMS e pelo British Medical Journal. A constatação foi de que existia de fato uma correlação entre uma pessoa acima do peso, obesidade e o consumo de açúcar daquele indivíduo. “Claro que existem outros fatores na dieta alimentar de uma pessoa”, explicou Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição da OMS. “Mas a correlação ficou clara”, disse.

Tema controvertido. O próximo passo será o de usar esse estudo científico para justamente justificar uma série de recomendações que serão colocadas para o debate em julho pela OMS. Segundo Branca, as propostas vão desde retirar de escolas a venda de refrigerantes – substituindo a bebida por água – até a elevação de impostos sobre certos produtos considerados como tendo uma taxa de açúcar elevada. “Isso já ocorre na Suécia e na Hungria”, destacou o especialista. Mas ele mesmo admite que o tema é “controvertido”.
Ele admite que existe um “lobby” por parte de um grupo de países. Mas insiste em apontar para a gravidade do assunto. Na quarta-feira, 5, na apresentação de um novo informe ao lado da publicação inglesa Lancet, a OMS deixou claro que teme que países emergentes que estejam passando por uma fase de crescimento estão se descuidando da questão da obesidade.

A OMS não nega a dificuldade que enfrentam países que ao mesmo tempo contam com uma forte população de famintos e um problema cada vez maior de obesidade. Nos países ricos, 14% da população é considerada obesa ou fora do peso. Na América Latina e na África, essa taxa é ainda de 7%. Mas é a expansão no número de casos que assusta a OMS. “Em países emergentes que estão crescendo, estamos vendo uma transformação no sistema alimentar e nos hábitos e isso está tendo um impacto”, insistiu. O que também pesa é que, entre camadas da população com uma renda mais baixa, há uma clara opção por alimentos com forte dose de energia, mas nem sempre adequada. Isso também estaria criando a situação de países que ao mesmo tempo precisam lidar com a fome e a obesidade, numa mesma sociedade.

Diabetes: Esclarecimentos sobre Medicamento – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Diabetes: Esclarecimentos sobre Medicamento – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Recentemente a Merck divulgou um comunicado em função da divulgação de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a a suspensão da importação dos produtos Glifage XR 500mg, Glucovance 250mg/1,25mg, Glucovance 500mg/2,5mg, Glucovance 500mg/5mg e Glucovance 1000mg/5mg fabricados pela empresa Merck Santé S.A.S., França, por não atender às exigências regulamentares da Agência.

O comunicado oficial enviado foi:

A resolução RE n° 1.736, de 14 de maio de 2013 da ANVISA determinou a suspensão da importação dos produtos Glifage XR 500mg, Glucovance 250mg/1,25mg, Glucovance 500mg/2,5mg, Glucovance 500mg/5mg e Glucovance 1000mg/5mg fabricados pela empresa Merck Santé S.A.S., França, por não atender às exigências regulamentares da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A Merck S.A já informou à ANVISA de que não existe risco de desabastecimento do mercado interno, tampouco do programa Farmácia Popular, tendo em vista que os produtos Glifage XR e Glucovance, exceto o Glucovance 1000mg/5mg, são fabricados em suas instalações no Brasil. A unidade brasileira se encontra devidamente certificada pela ANVISA e, portanto, os produtos nela fabricados estão aptos a serem comercializados normalmente no mercado brasileiro.

A nota oficial está publicada no site da Anvisa.

Com intuito de esclarecer os pacientes, a SBEM Nacional, através de sua presidente, Dra. Nina Musolino, fez contato com a empresa que explicou que há registro na Anvisa tanto das medicações importadas da França como da medicação fabricada no Brasil. Segundo o as explicações dadas, há cerca de dois anos o Glifage XR e o Glucovance (exceto o Glucovance 1000mg/5mg) são fabricados no Brasil e, atualmente, o mercado ocupa apenas a medicação fabricada aqui sendo importado da França apenas o Glucovance 1000.
 
Segundo informações passadas pela Merck, não houve erro da Anvisa já que há o registro da medicação importada mas o mercado não será alterado pela proibição da importação já que o que é vendido aqui não é importado, exceto o Glucovance 1000mg/5mg. Mesmo este Glucovance que já esteja nas casas ou nas farmácias poderá ser consumido e comercializado apenas não será mais importado até a liberação da Agência.
 
A Dra. Rosane Kupfer, membro da diretoria da SBEM Nacional, explica que a notícia foi captada pela mídia leiga e gerou uma enorme preocupação pois trata-se da droga mais usada no tratamento do diabetes tipo 2. Além dsso é distribuída gratuitamente pelo SUS nas versões de liberação rápida e de liberação lenta. A companhia responsável pela fabricação rapidamente esclareceu que a droga usada no Brasil, com exceção do Glucovance 1000mg/5mg, é fabricada aqui mesmo, dentro das normas da Anvisa e portanto não haverá desabastecimento. “Creio que é fundamento a divulgação desta informação aos pacientes para que não se crie um pânico desnecessário. Ao mesmo tempo vamos monitorar os acontecimentos”, disse a médica.

Pesquisa diz que um refrigerante por dia aumenta risco de diabetes – Notícias – UOL Notícias

Pesquisa diz que um refrigerante por dia aumenta risco de diabetes – Notícias – UOL Notícias.

Beber uma ou mais latas de refrigerantes por dia aumenta o risco de diabetes na vida adulta, de acordo com um estudo europeu publicado na revista britânica Diabetologia.

A pesquisa parece confirmar estudos americanos sobre o mesmo tema.

De acordo com seus coordenadores, do Imperial College London, quem bebe uma lata por dia de refrigerante sem ser diet tem um risco de desenvolver diabetes 20% maior do que quem consome uma lata ou menos por mês.

“E para cada lata de refrigerante que um indivíduo bebe por dia, o risco de diabetes aumenta mais”, disse à BBC a pesquisadora Dora Romaguera, do Imperial College London.

A pesquisa foi realizada a partir de dados coletados no Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Itália, Espanha, Suécia, França e Holanda. Nela, cerca de 350.000 pessoas foram questionadas sobre sua dieta.

“Dado o aumento do consumo dessas bebidas na Europa, concluímos que é preciso dar à população informações claras sobre os seus efeitos sobre a saúde”, conclui a pesquisa, que indica que o consumo de suco de frutas não tem o mesmo efeito o de refrigerante com açúcar.

Calorias

Matthew Hobbs, diretor de pesquisas da organização Diabetes UK, ressalta que a ligação entre refrigerantes e diabetes tipo 2 é observada mesmo quando o índice de massa corporal é levado em conta. Ou seja, o risco de desenvolver diabetes é maior mesmo em pessoas magras que consomem uma lata diária de refrigerante.

Segundo Hobbs, isso sugere que esse risco não estaria ligado ao fato de que quem consome a bebida estar ingerindo muitas calorias, embora mais estudos sejam necessários para comprovar isso.

“De qualquer forma, recomendamos um limite no consumo de alimentos e bebidas açucarados porque, por serem ricos em calorias, eles podem levar a um ganho de peso. E sabemos que a manutenção de um peso saudável é muito importante para se evitar a diabetes tipo 2”, diz Hobbs.

Patrick Wolfe, da University College London, enfatiza que os refrigerantes açucarados são apenas um entre muitos outros fatores de risco para a diabetes tipo 2.

“Mas já que esse é um risco que podemos facilmente eliminar – trocando os refrigerantes com açúcar por refrigerantes diet ou, melhor ainda, cortando os refrigerantes de nossa dieta, faz sentido fazer isso”, opina.

viaPesquisa diz que um refrigerante por dia aumenta risco de diabetes – Notícias – UOL Notícias.

Deficiência de Vitamina D

O que é deficiência de vitamina D?

Isso ocorre quando os níveis de vitamina D no corpo estão insuficientes. A deficiência de vitamina D deve ser tratada, porque ela é necessária para a absorção de cálcio e outras funções importantes no corpo.

As pessoas que não têm níveis adequados de vitamina D podem ter:

  • ossos fracos, que podem sofrer fraturas com maior facilidade ou mudar o formato
  • fraqueza muscular, levando a maior risco de queda

Há um exame para identificar a deficiência de vitamina D?

Sim. Há um exame de sangue que mede o nível de vitamina D. As pessoas com maior risco de deficiência de vitamina D são aquelas que:

  • passam a maior parte do seu tempo dentro de casa ou de ambientes fechados.
  • têm problemas médicos (como a Doença Celíaca) que podem reduzir a absorção de vitamina D
  • têm osteoporose, que é uma doença que causa ossos fracos
  • apresentam fraturas ósseas com facilidade, como após uma queda simples

Quais são os alimentos que contêm vitamina D?

Os alimentos e bebidas que contêm uma grande quantidade de vitamina D incluem:

  • Leite, suco de laranja ou iogurte com adição de vitamina D
  • Salmão
  • Atum enlatado
  • Cereais com adição de vitamina D
  • Óleo de fígado de peixe

Nosso corpo é preparado para produzir vitamina D quando exposto ao sol.

O que são suplementos?

Suplementos são comprimidos, cápsulas ou líquidos que tenham nutrientes. Os suplementos podem constituir em uma outra forma de se obter vitamina D.

Há necessidade de usar suplementos que contenham vitamina D?

Recomenda-se a ingestão de 800 Unidades Internacionais de Vitamina D ao dia. As pessoas que não consumam alimentos ricos em vitamina D diariamente e que não se expoem ao sol podem precisar de suplementos de vitamina D.

O médico pode orientar a melhor forma de se usar o suplemento e a dose adequada de vitamina D ao dia.

A vitamina D não pode ser ingerida em excesso. Nessa situação, ela também pode trazer riscos à saúde.

Muito Além do Peso

Muito Além do Peso.

Esse documentário é excelente e mostra a situação grave que estamos enfrentando do aumento da prevalência da obesidade na infância.

Essas crianças serão adultos obesos, terão uma expectativa de vida menor e muitos problemas de saúde associados.

Toda a sociedade e os órgãos públicos deveriam se envolver nessa batalha contra a obesidade infantil.

Estimulando a Atividade Física – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Estimulando a Atividade Física – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

 

Estimulando a Atividade Física

Não é de hoje que o aumento no número de casos de obesidade está em discussão entre as sociedades médicas de todo o mundo. A cada ano que passa se torna mais evidente que é necessário conscientizar a população e tornar a atividades física parte da rotina diária.

No Brasil, por exemplo, quase metade da população está acima do peso (48,5%), sendo que dessa taxa, a prevalência maior é entre os homens, que apresentam um índice de 52,6%, entre as mulheres essa tava é de 44,7%. Os dados são de uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde em 2012.

Mas apesar desta necessidade de se exercitar, muitas pessoas têm dificuldade em começar uma atividade física ou até mesmo se identificar com alguma delas. Pensando nisso, empresas e organizações em todo o mundo começaram a utilizar o espaço publicitário como forma de estimular hábitos de vida mais saudáveis, de forma interativa e divertida.

Um bom exemplo foi a ação feita pela Volkswagen na Suécia, com a campanha The Fun Theory (Teoria da Diversão), com a qual a empresa conseguiu estimular as pessoas que passavam por uma estação de metrô a usarem as escadas convencionais ao invés da rolante de uma maneira bem divertida: ela transformou a escada em um grande piano, onde cada degrau era uma tecla.

Inspirado nessa ação, o Projeto SESC Verão 2013 trouxe a atividade para o Brasil, na Grande São Paulo, em uma estação de trem de Osasco. Os 42 degraus do local também foram adaptados e transformados em teclas de piano. Confira nos vídeos o resultado das ações:

Outras duas campanhas também seguem o estilo exercício com diversão. Na praia de Icaraí, Niterói, foram montadas duas pick-ups gigantes de DJ, onde os frequentadores moviam os vinis como esteiras de uma academia para criar diferentes músicas. No final da brincadeira, foi exibida a mensagem: “Vocês perderam 2.000 calorias”. Esse mesmo conceito foi utilizado na França, mas dessa vez o público presente tinha que usar bicicletas ergométricas para conseguir ver a mensagem no final da projeção. Confira nos vídeos a seguir.

Seguindo a mensagem que cada uma dessas campanhas quer passar, o mais importante é se divertir enquanto pratica sua atividade física favorita, seja de uma simples caminhada ou pelada na beira do mar, ou uma série pesada na academia. O importante é se sentir bem. E você, o que faz para estimular sua atividade física?

Menopausa

O que é menopausa?

A menopausa é o nome que se dá ao momento em que a mulher deixa de ter a menstruação. O que acontece nessa fase é que os ovários deixam de produzir os hormônios estrógeno e progesterona. A menopausa geralmente ocorre entre 45 e 55 anos; a idade média da ocorrência da menopausa é 51 anos.

Como saber se a menopausa está próxima?

A maioria das mulheres começa a se preocupar com a menopausa quando há alguma alteração no ciclo menstrual. As alterações que comumente podem ser encontradas são:

  • Ciclos menstruais mais ou menos frequentes que habitualmente acontecia (por exemplo, a cada 5 ou 6 semanas em vez de a cada 4 semanas)
  • Sangramentos que duram menos dias
  • Irregularidade menstrual, com falha de um ou mais ciclos
  • Sintomas de menopausa, como ondas de calor

No caso de mulheres que foram submetidas a cirurgia de retirada do útero (histerectomia), pode ser mais difícil identificar a menopausa. As alterações menstruais não estarão presentes; mas podem haver os sintomas clínicos.

Se os ovários tiverem sido removidos, acontece uma “menopausa cirúrgica”. Nesse caso, a menopausa ocorre de forma precoce, porque não haverá mais os ovários para produzir os hormônios estrógeno e progesterona.

Quais são os sintomas da menopausa?

Algumas mulheres passam pela menopausa sem que apresentem nenhum sintoma além da interrupção dos ciclos menstruais. Mas muitas mulheres apresentam um ou mais dos sintomas a seguir:

  • Ondas de calor – calor e transpiração que geralmente se inicia no tórax e na face e se espalha para todo o corpo. Geralmente essas ondas de calor começam a aparecer antes mesmo da interrupção completa dos ciclos menstruais.
  • Transpiração noturna – quando as ondas de calor ocorrem durante o sono, elas são chamadas de “sudorese noturna”. Ela pode dificultar que a mulher tenha um sono de boa qualidade durante a noite.
  • Problemas para dormir – durante a transição para a menopausa, algumas mulheres podem ter dificuldade para pegar no sono ou podem ter insônia de madrugada. Esse problema pode acontecer independentemente das ondas de calor noturnas.
  • Secura vaginal – a menopausa pode levar ao ressecamento da mucosa da vagina e das regiões próximas, além de atrofia da pele. Esse ressecamento vaginal pode tornar a relação sexual dolorosa e desconfortável.
  • Depressão – durante a transição para a menopausa, algumas mulheres podem apresentar sintomas de depressão; esse problema é mais frequente nas mulheres que já tiverem um histórico de depressão previamente. Os sintomas de depressão incluem:
  1. Tristeza
  2. Perda do interesse nas coisas ou na realização das tarefas habituais
  3. Aumento ou redução do sono
  • Problemas de concentração ou de memória – podem ser decorrentes da falta de um descanso adequado à noite ou pela falta de estrógeno. Alguns estudos têm demonstrado que o estrógeno tem importância para um funcionamento cerebral adequado.

Quando procurar um médico?

Se começar a haver alteração no ciclo menstrual e a mulher tiver 45 anos ou mais, deve-se pensar em menopausa e um médico deve ser consultado. Se houver sintomas que estejam incomodando, deve-se sempre procurar o médico para discutir a questão.

Deve-se procurar um médico se:

  • houver sangramentos a intervalos menores que a cada 3 semanas
  • houver intensificação do fluxo menstrual
  • houver pequenos sangramentos entre os ciclos
  • a mulher já estiver na menopausa e começar a apresentar sangramentos novamente, mesmo que em pequena quantidade

Há um exame para identificar a menopausa?

Há um exame que pode sugerir fortemente a menopausa. Ele é pedido com maior frequência no caso de mulheres mais jovens e já com suspeita de uma menopausa precoce.

Pode-se engravidar?

Enquanto houver ciclos menstruais, mesmo que a frequência esteja reduzida, pode-se engravidar. Se não houver desejo de uma gestação, deve-se usar um método contraceptivo. Se houver interrupção dos ciclos por mais de 1 ano, provavelmente não há mais risco de gravidez.

Como são tratados os sintomas da menopausa?

Os tratamentos incluem:

  • Hormônios – o estrógeno é o tratamento mais efetivo para os sintomas da menopausa. As mulheres que fazer uso do estrógeno, frequentemente, necessitam usar outro hormônio concomitante, que é a progesterona. Embora esses hormônios sejam muito efetivos, eles podem levar a outros problemas e efeitos colaterais. Deve-se sempre conversar com o médico para discutir o uso de tratamentos hormonais pós menopausa.
  • Antidepressivos – eles melhoram as ondas de calor e os sintomas depressivos.

Como cuidar dos ossos após a menopausa?

  • Fazer uso de suplementos de cálcio e vitamina D
  • Manter-se ativa (os exercícios ajudam no fortalecimento ósseo)
  • Em alguns casos, podem estar indicados medicamentos que ajudem na formação óssea.

Cirurgia bariátrica

O que é cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica inclui várias técnicas cirúrgicas diferentes com o mesmo objetivo de reduzir o tamanho do estômago. Os dois procedimentos mais comuns são a banda gástrica e a cirurgia em Y de Roux. O objetivo da cirurgia é fazer com que a pessoa se sinta satisfeita mais rápido, coma menos e perca peso.

O que é a banda gástrica?

Uma banda de silicone é colocada ao redor da porção superior do estômago. O médico pode ajustar a banda após a cirurgia para controlar a redução de peso.

O que é Y de Roux?

Cria-se um desvio do estômago com o intestino, o que faz com que se reduza o trajeto do alimento pelo intestino delgado. Isso leva a menor absorção de calorias dos alimentos, levando a perda de peso.

Quem pode se submeter a cirurgia bariátrica?

Pessoas com índice de massa corporal (IMC) de 40 kg/m2 ou maior, ou pessoas com o IMC acima de 35 com outra patologia associada, como diabetes, e que não conseguiram redução de peso de outras formas.

Pode-se comer normalmente após a cirurgia?

Há recomendações estritas que devem ser seguidas após o cirurgia bariátrica no que diz respeito à alimentação. Não se conseguirá comer como se comia antes da cirurgia, mas a fome estará bem menor também.

Hirsutismo

O que é hirsutismo?

Hirsutismo é o termo médico para o excesso de pelos no corpo da mulher. Os pelos são escuros e grossos e crescem em locais em que apenas homens deveriam ter pelos grossos e escuros. Esses locais incluem a área acima dos lábios, queixo, região lateral da face, tórax, costas, abdome. O hirsutismo é comum. Ele afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade fértil.

O que causa o hirsutismo?

Muitas mulheres têm aumento da quantidade de pelos corporais devido aos antecedentes familiares. Nesses casos, embora possam trazer desconforto, não são decorrentes de alterações hormonais. Outras mulheres apresentam hirsutismo devido a elevação dos níveis de hormônios masculinos, chamados andrógenos. A testosterona é o andrógeno mais importante e seus níveis são elevados nos homens; mas as mulheres costumam ter níveis muito mais baixos.

A disfunção que mais frequentemente causa elevação dos níveis de andrógenos nas mulheres é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Essa disfunção também pode causar alteração do ciclo menstrual, ganho de peso, acne e outros sintomas.

Há doenças mais graves que também cursam com o hirsutismo: tumores dos ovários ou das adrenais; mas felizmente essas doenças são muito raras.

Quais são os sintomas que podem aparecer?

Outros sintomas da SOP são:

  • Irregularidade menstrual
  • Acne
  • Queda de cabelos
  • Ganho de peso ou obesidade

Quando procurar um médico?

  • Quando o hirsutismo aparece de repente ou piora rapidamente
  • Quando houver suspeita de SOP
  • Quando estiver incomodada pelo excesso de pelos e quiser um tratamento

Há exames que devem ser feitos?

Os exames para avaliação podem variar de acordo com a idade, sintomas associados e situação individual.

Alguns exames possíveis são:

  • Exames de sangue para verificar os níveis hormonais
  • Ultrassonografia pélvica para avaliar o útero e os ovários
  • Outros exames de imagem, como tomografia ou ressonância, quando houver suspeita de um tumor

Há algum tratamento?

Sim. Se houver sobrepeso ou obesidade, a redução do peso pode melhorar os níveis dos andróginos e melhorar os sintomas. A redução de apenas 5% do peso já é de grande ajuda.

Como se trata o hirsutismo?

Isso depende da causa e dos sintomas. Alguns tratamentos possíveis incluem:

  • Anticoncepcional oral: tratamento mais comum; ajuda a regularizar o ciclo menstrual e a melhorar os níveis hormonais.
  • Medicamentos chamados anti-androgênicos, que reduzem os níveis dos andróginos ou bloqueia a sua ação no organismo.
  • Remoção ou clareamento dos pelos.

Hipertireoidismo

O que é hipertireoidismo?

O hipertireoidismo é uma doença que pode fazer com que a pessoa tenha tremores e sinta-se ansiosa e cansada.

A causa mais comum de hipertireoidismo é a doença de Graves.

A tireóide é uma glândula localizada na parte anterior do pescoço. Ela produz hormônio tireoidiano, que é importante para controlar o gasto energético do corpo.

O hipertireoidismo é o nome dado ao excesso de hormônio tireoidiano no corpo.

Quais são os sintomas de hipertireoidismo?

Algumas pessoas com hipertireoidismo não referem sintomas.

Quando há sintomas, eles podem incluir:

  • Ansiedade, irritabilidade, insônia
  • Fraqueza muscular (especialmente em braços e pernas, o que pode dificultar pegar coisas pesadas ou subir escadas)
  • Tremores
  • Transpiração excessiva e intolerância a ambientes muito quentes
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Cansaço
  • Perda de peso, mesmo comendo normalmente
  • Aumento da frequência de evacuações

O hipertireoidismo também pode causar um aumento no volume da parte anterior do pescoço que se chama bócio. Se a causa do hipertireoidismo for a doença de Graves, também pode-se notar os olhos mais proeminentes.

Nas mulheres, o hipertireoidismo pode levar a interrupção dos ciclos menstruais e dificultar engravidar. Nos homens, o hipertireoidismo pode levar a ginecomastia (aumento das mamas em homens) e levar a problemas sexuais. Essas alterações são resolvidas com o tratamento do hipertireoidismo.

Há exames para identificar o hipertireoidismo?

Há exames de sangue que identificam o hipertireoidismo. Se houver alteração no exame, outros exames de sangue ou complementares podem ser necessários.

Como se trata o hipertireoidismo?

O hipertireoidismo pode ser tratado com:

  • Medicamentos – Dois tipos de remédios podem ser utilizados:
  1. Drogas antitireoidianas: reduzem a quantidade de hormônio que a tireóide produz.
  2. Betabloqueadores: ajudam a controlar os sintomas do hipertireoidismo; eles melhoram o conforto clínico até que o desbalanço tireoidiano seja controlado.
  • Iodo radioativo – ele é ingerido e causa destruição da tireóide. Esse tratamento é contra-indicado em gestantes, porque pode haver destruição da tireóide do bebê também. A quantidade de radiação usada é pequena e é um tratamento seguro. Ele não aumenta a chance de câncer nem causa dificuldade para engravidar no futuro ou outros problemas em futuras gestações.
  • Cirurgia – a cirurgia pode ser feita para retirar parte ou a totalidade da tireóide. Ela está indicada em alguns casos específicos.

A maioria das pessoas que se submetem ao iodo radioativo ou à cirurgia, acabam evoluindo para hipotireoidismo, situação em que a tireóide não consegue mais produzir a quantidade necessária de hormônio tireoidiano. Nesses casos, há necessidade da reposição do hormônio através de medicamentos por toda a vida.

Se houver desejo de engravidar?

Deve-se sempre conversar com o médico antes de engravidar. É importante que os níveis de hormônio tireoidiano estejam normais antes da gestação. Além disso, depois do iodo radioativo, deve-se esperar, no mínimo, 6 meses para se programar uma gravidez.

Os níveis dos hormônios devem ser verificados com frequência durante a gestação; eles devem sempre ser mantidos em níveis normais para evitar problemas para a mãe e para o bebê.

Hormônios

O que é um hormônio?

O hormônio é uma molécula produzida em um órgão do corpo e que será secretada na corrente sanguínea e exercerá uma função em outro órgão, controlando a secreção de outros hormônios ou regulando funções específicas.

Síndrome dos Ovários Policísticos

O que é Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?

É uma condição clínica que acontece nas mulheres e que pode levar à mulher apresentar irregularidade menstrual, acne (pele oleosa e espinhas), aumento de pelos no rosto ou queda de cabelos. Essa alteração também pode causar dificuldade para engravidar.

É uma alteração comum; cerca de 5% de todas as mulheres apresentam SOP.

O que causa SOP?

Nas mulheres com SOP, os ovários não funcionam muito bem.

Cerca de 1 vez por mês, os ovários devem produzir folículos, que produzem hormônios após o seu crescimento. Então, o folículo
libera um óvulo; esse processo se chama ovulação.

Entretanto, nas mulheres com SOP, os ovários produzem vários folículos pequenos em vez de um único folículo grande. Os níveis
hormonais ficam desregulados e a ovulação não ocorre todos os meses, como deveria acontecer.

Quais são os sintomas de SOP?

As mulheres com essa alteração podem apresentar:

  • Menos de 8 ciclos menstruais por ano
  • Ganho de peso e desenvolver obesidade
  • Crescimento de pelos grossos e escuros em lugares onde apenas homens tendem a apresentar pelos, como acima do lábio superior, queixo, tórax, abdome
  • Queda de cabelo
  • Acne (pele oleosa e espinhas na face)
  • Dificuldade para engravidar

Deve-se procurar um médico, mesmo que os sintomas sejam discretos?

Sim. As mulheres com SOP têm maior predisposição a apresentar outros problemas de saúde; entre eles:

  • Diabetes
  • Aumento nos níveis de colesterol
  • Doença cardíaca
  • Apnéia do sono (uma doença do sono que causa curtas interrupções da respiração enquanto a pessoa dorme)

Há exames que devem ser feitos?

O médico orienta sobre os exames que devem ser realizados baseados na idade, sintomas e situação individual. Podem ser solicitados:

  • Exames de sangue para avaliar os níveis hormonais, glicemia e colesterol
  • Teste de gravidez se houve falha de algum ciclo menstrual
  • Ultrassonografia pélvica

Como é tratada a SOP?

O tratamento mais comum é feito com anticoncepcional oral. A pílula anticoncepcional não cura a doença, mas melhora bastante os sintomas, além de proteger as mulheres com SOP do desenvolvimento de câncer do útero.

Outros tratamentos para os sintomas de SOP são:

  • Anti-androgênicos: esses medicamentos bloqueiam os hormônios que causam alguns dos sintomas de SOP.
  • Progestágeno: esse medicamento ajuda a regularizar os ciclos menstruais, mas apenas se for usado regularmente todos os meses. Ele também ajuda a reduzir o risco de câncer.
  • Metformina: esse medicamento pode ajudar a regularizar os ciclos menstruais, mas ele funciona apenas em cerca de metade das mulheres nas quais ele é usado. Em diabéticas, esse medicamento também ajuda a controlar
    a glicemia.
  • Cremes para a pele ou antibióticos quando há acne
  • Tratamento com laser ou eletrólise para remover o excesso de pelos.

Há algum cuidado adicional para ajudar a tratar a doença?

Sim. Se você tiver sobrepeso ou obesidade, perder peso pode ajudar a melhorar muitos dos sintomas. A redução de apenas 5% do peso corporal pode ajudar muito.

E se eu quiser engravidar?

Não perca as esperanças. A maioria das mulheres com SOP são capazes de engravidar, mas pode demorar um pouco mais. Se estiver acima do peso, perder peso pode ajudar a regularizar os ciclos menstruais e aumenta as chances de engravidar. Se houver perda de peso, mas os ciclos menstruais continuarem irregulares, o médico pode prescrever medicamentos capazes de
estimular a ovulação e aumentar as chances de engravidar.

Como minha vida será?

As mulheres com SOP levam uma vida normal.

Mas é importante consultar um médico. Os tratamentos ajudam a melhorar os sintomas e a proteger de outras doenças.

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